Hoje em dia você acha mais difícil confiar nas pessoas ou se conectar com elas?
eles respondem
3h
Apenas ligeiramente mais difícil confiar em comparação a antigamente, mas construir laços mais sólidos se tornou bem mais difícil.
Eu, por exemplo, trabalho em regime de teletrabalho. Quando acaba o expediente, cada um já está em casa e vai cuidar da própria vida. Não há happy hour, nem relações para além do trabalho. Não há reuniões, contato com clientes, nem pessoas novas. Em grande parte, confesso que isso é resultado das minhas escolhas profissionais.
Mas isso significa também que as oportunidades de conhecer outras pessoas são mais limitadas: igreja, outras atividades como academia e esportes ao ar livre (coisas que não faço; quando faço algo, é caminhar), e por aí vai. Mesmo assim, exceto na igreja, todos estão sempre com fones de ouvido, provavelmente ouvindo algum vídeo ou assistindo a algum podcast.
Não acho que seria muito melhor se o meu trabalho fosse presencial. A atomização é algo que aparentemente veio para ficar. Cada vez mais, as relações são mediadas pelos dispositivos digitais. É muito fácil falar com qualquer pessoa, mas ao mesmo tempo há cada vez menos sobre o que conversar. Nenhuma notícia é novidade, e se alguém não sabe de algo é porque provavelmente já não quer saber mesmo, pois o acesso à informação é barato e instantâneo.
As relações não são mais afetivas, com a intenção de conhecer o outro, mas transacionais; elas se formam e se encerram segundo a expectativa do que podem oferecer. As pessoas são instrumentalizadas como meios para experimentar aquilo que se deseja: sexo, viagens, etc.
Eu, por exemplo, trabalho em regime de teletrabalho. Quando acaba o expediente, cada um já está em casa e vai cuidar da própria vida. Não há happy hour, nem relações para além do trabalho. Não há reuniões, contato com clientes, nem pessoas novas. Em grande parte, confesso que isso é resultado das minhas escolhas profissionais.
Mas isso significa também que as oportunidades de conhecer outras pessoas são mais limitadas: igreja, outras atividades como academia e esportes ao ar livre (coisas que não faço; quando faço algo, é caminhar), e por aí vai. Mesmo assim, exceto na igreja, todos estão sempre com fones de ouvido, provavelmente ouvindo algum vídeo ou assistindo a algum podcast.
Não acho que seria muito melhor se o meu trabalho fosse presencial. A atomização é algo que aparentemente veio para ficar. Cada vez mais, as relações são mediadas pelos dispositivos digitais. É muito fácil falar com qualquer pessoa, mas ao mesmo tempo há cada vez menos sobre o que conversar. Nenhuma notícia é novidade, e se alguém não sabe de algo é porque provavelmente já não quer saber mesmo, pois o acesso à informação é barato e instantâneo.
As relações não são mais afetivas, com a intenção de conhecer o outro, mas transacionais; elas se formam e se encerram segundo a expectativa do que podem oferecer. As pessoas são instrumentalizadas como meios para experimentar aquilo que se deseja: sexo, viagens, etc.