Dou uma segunda chance pra ele ou nada a ver?

Queria uma opinião sobre uma situação recente.
Comecei a sair com um cara e, desde o início, deixei claro que não queria nada casual. Perguntei as intenções dele e ele disse que também queria algo que pudesse evoluir, então continuamos nos vendo.

Depois de um tempo, uma menina pediu para me seguir e fui falar com ela. Ela me contou que estava saindo com ele há cerca de 6 meses, que eles tinham um...
eles respondem
Não, a ausência de um acordo formal de exclusividade não absolve a falta de clareza. Há vínculos que, ainda sem nome, já carregam o peso de um compromisso tácito, encontros frequentes, intimidade, planos partilhados e laços com a família não são meras frivolidades. São, em essência, sinais de envolvimento profundo. Ignorá-los sob o pretexto de “liberdade” é, no mínimo, uma forma de leviandade emocional.

No vosso caso, o ponto crucial não é com quantas pessoas ele se relacionava, mas o fato de não vos ter oferecido um quadro honesto da situação. Sabendo que buscáveis algo sério, ele omitiu circunstâncias relevantes, e tal omissão, ainda que não seja uma mentira explícita, compromete a confiança desde o princípio.

Quanto à segunda chance, eu a ponderaria com grande cautela. Não por rigor excessivo, mas porque o início de qualquer ligação já revela o caráter com que ela se desenvolverá. Se há confusão, omissão e discursos convenientes logo nos primeiros capítulos, dificilmente os atos futuros serão mais claros.

Se decidirdes revê-lo, que seja não com expectativa, mas com discernimento. Observai menos o que ele diz agora, pois palavras ajustam-se facilmente às circunstâncias, e mais a coerência de suas atitudes. E, acima de tudo, não negocieis aquilo que já deixastes claro: vossa intenção de não aceitar algo casual ou ambíguo.

Em suma, não é a falta de rótulo que inquieta, mas a falta de integridade na condução dos afetos. E onde esta falta se manifesta tão cedo, a prudência recomenda distância ou, ao menos, extrema reserva.