Não lutar por amor pode ser um defeito?
Eu não luto por "amor"...
Se a pessoa tenta usar a continuidade do relacionamento como moeda de troca pra conseguir uma coisa, eu encerro o relacionamento no ato.
Pois pra mim, com essas coisas não se brincam...
Nao significa que eu não me esforce pra manter a paixao acesa, mas digo desses casos de ter que ficar insistindo em algo.
Se a pessoa tenta usar a continuidade do relacionamento como moeda de troca pra conseguir uma coisa, eu encerro o relacionamento no ato.
Pois pra mim, com essas coisas não se brincam...
Nao significa que eu não me esforce pra manter a paixao acesa, mas digo desses casos de ter que ficar insistindo em algo.
eles respondem
Caríssimo, a vossa posição não me parece, à primeira vista, um defeito mas antes revela certo apreço pela dignidade do vínculo, o que é louvável. O amor, quando verdadeiro, não deve ser reduzido a moeda de barganha, nem submetido a jogos de poder que o aviltam.
Permiti-me, contudo, uma distinção que julgo essencial. Há uma diferença nítida entre recusar manipulação e evitar o esforço necessário à permanência do amor. No matrimônio, falo-vos como um homem casado sob os princípios da fé cristã, o afeto não se sustenta apenas por espontaneidade, ele requer paciência, renúncia e, por vezes, perseverança mesmo quando o coração não se encontra em seu mais alto fervor.
Se uma dama condiciona o relacionamento a exigências injustas ou o utiliza como instrumento de pressão, o vosso recuo é prudente e digno. Amor não se negocia como mercadoria. Todavia, se toda dificuldade ou insistência vos parece indigna de esforço, correis o risco de confundir firmeza com rigidez.
O amor maduro não é isento de trabalho pois ele é, em certa medida, uma construção contínua. Não se trata de implorar afeto, mas de cultivar entendimento, ceder em pequenas coisas e permanecer quando há valor real a ser preservado.
Em suma, meu caro, não lutar por jogos e manipulações é virtude, mas não lutar nunca e nem mesmo pelo que é nobre e verdadeiro e pode, sim, tornar-se uma limitação. A sabedoria está em discernir quando manter-se firme… e quando vale a pena permanecer e edificar.
Permiti-me, contudo, uma distinção que julgo essencial. Há uma diferença nítida entre recusar manipulação e evitar o esforço necessário à permanência do amor. No matrimônio, falo-vos como um homem casado sob os princípios da fé cristã, o afeto não se sustenta apenas por espontaneidade, ele requer paciência, renúncia e, por vezes, perseverança mesmo quando o coração não se encontra em seu mais alto fervor.
Se uma dama condiciona o relacionamento a exigências injustas ou o utiliza como instrumento de pressão, o vosso recuo é prudente e digno. Amor não se negocia como mercadoria. Todavia, se toda dificuldade ou insistência vos parece indigna de esforço, correis o risco de confundir firmeza com rigidez.
O amor maduro não é isento de trabalho pois ele é, em certa medida, uma construção contínua. Não se trata de implorar afeto, mas de cultivar entendimento, ceder em pequenas coisas e permanecer quando há valor real a ser preservado.
Em suma, meu caro, não lutar por jogos e manipulações é virtude, mas não lutar nunca e nem mesmo pelo que é nobre e verdadeiro e pode, sim, tornar-se uma limitação. A sabedoria está em discernir quando manter-se firme… e quando vale a pena permanecer e edificar.