O que você acha de um ateu ter uma igreja?
anônimo
No caso é pelo motivo financeiro mesmo.
eles respondem
Meu prezado, a questão que levantais é de natureza delicada, quase como um tecido fino que, se mal cortado, perde toda a sua nobreza.
A ideia de um homem que não professa fé erigir uma igreja com fins meramente pecuniários suscita, em espírito anglicano, certa inquietação moral. A igreja, em sua essência, não é um empreendimento comercial, mas um santuário, um lugar onde almas aflitas buscam consolo, direção e, acima de tudo, verdade. Reduzi-la a instrumento de lucro equivale, por assim dizer, a transformar o altar em balcão de negócios, o que me parece uma inversão profundamente lamentável de propósitos.
Não me oponho, evidentemente, ao sustento digno daqueles que se dedicam à vida religiosa, afinal, até o clero necessita de pão e teto. Contudo, há uma distinção clara, e imprescindível, entre ser sustentado pela fé e explorar a fé alheia como meio deliberado de enriquecimento.
Se o referido ateu conduz tal instituição sem qualquer convicção espiritual, então sua obra carece de sinceridade, e onde falta sinceridade, dificilmente floresce algo de verdadeiro valor. Pior ainda, corre-se o risco de manipular a confiança dos fiéis, o que não apenas compromete a integridade do indivíduo, mas também corrói o próprio tecido moral da comunidade.
Dir-vos-ei com franqueza tal empreendimento pode até prosperar em moedas, mas dificilmente prosperará em honra e esta, a meu ver, é a moeda mais valiosa que um homem pode possuir.
A ideia de um homem que não professa fé erigir uma igreja com fins meramente pecuniários suscita, em espírito anglicano, certa inquietação moral. A igreja, em sua essência, não é um empreendimento comercial, mas um santuário, um lugar onde almas aflitas buscam consolo, direção e, acima de tudo, verdade. Reduzi-la a instrumento de lucro equivale, por assim dizer, a transformar o altar em balcão de negócios, o que me parece uma inversão profundamente lamentável de propósitos.
Não me oponho, evidentemente, ao sustento digno daqueles que se dedicam à vida religiosa, afinal, até o clero necessita de pão e teto. Contudo, há uma distinção clara, e imprescindível, entre ser sustentado pela fé e explorar a fé alheia como meio deliberado de enriquecimento.
Se o referido ateu conduz tal instituição sem qualquer convicção espiritual, então sua obra carece de sinceridade, e onde falta sinceridade, dificilmente floresce algo de verdadeiro valor. Pior ainda, corre-se o risco de manipular a confiança dos fiéis, o que não apenas compromete a integridade do indivíduo, mas também corrói o próprio tecido moral da comunidade.
Dir-vos-ei com franqueza tal empreendimento pode até prosperar em moedas, mas dificilmente prosperará em honra e esta, a meu ver, é a moeda mais valiosa que um homem pode possuir.