Como superar um relacionamento que não deu certo?
eles respondem
Minha cara, um relacionamento que não prospera é como um jardim outrora promissor, mas que, por desígnios alheios à nossa vontade, não floresceu como se esperava. Não convém, contudo, que o jardineiro abandone para sempre a arte do cultivo por conta de uma estação adversa.
Em primeiro lugar, é mister aceitar o término com dignidade cristã. A tradição anglicana nos ensina que há um tempo para todas as coisas, para unir-se e para separar-se. Apegar-se ao que já se desfez é, por vezes, uma forma de resistência à ordem natural que o próprio Criador estabeleceu.
Em seguida, recomendo que se preserve a disciplina do espírito. Ocupar-se com leituras elevadas, labores honestos e o convívio com pessoas de caráter firme ajuda a impedir que a mente se entregue ao devaneio constante. Recordações, quando excessivas, tornam-se uma espécie de tirania silenciosa.
Não negligencie tampouco o exame interior. Não para se atormentar com culpas desmedidas, mas para compreender com clareza quais foram as falhas suas e do outro e, assim, crescer em prudência.
Como um homem casado, eu, dir-lhe-ia que a harmonia duradoura exige não apenas afeição, mas também temperança, respeito e propósito comum.
Permita que o tempo exerça sua obra, essa força discreta e infalível. A dor que hoje parece aguda há de suavizar-se, como as marés que recuam após o ímpeto inicial. Confie que novos capítulos podem ser escritos, desde que o coração não se feche por completo. Não se trata de esquecer, mas de colocar cada lembrança em seu devido lugar, como retratos guardados em um álbum, que já não governam o presente.
Se me permite a franqueza de um cavalheiro experiente, amar novamente não é uma traição ao passado, mas uma prova de que a alma permanece viva e apta à esperança.
Em primeiro lugar, é mister aceitar o término com dignidade cristã. A tradição anglicana nos ensina que há um tempo para todas as coisas, para unir-se e para separar-se. Apegar-se ao que já se desfez é, por vezes, uma forma de resistência à ordem natural que o próprio Criador estabeleceu.
Em seguida, recomendo que se preserve a disciplina do espírito. Ocupar-se com leituras elevadas, labores honestos e o convívio com pessoas de caráter firme ajuda a impedir que a mente se entregue ao devaneio constante. Recordações, quando excessivas, tornam-se uma espécie de tirania silenciosa.
Não negligencie tampouco o exame interior. Não para se atormentar com culpas desmedidas, mas para compreender com clareza quais foram as falhas suas e do outro e, assim, crescer em prudência.
Como um homem casado, eu, dir-lhe-ia que a harmonia duradoura exige não apenas afeição, mas também temperança, respeito e propósito comum.
Permita que o tempo exerça sua obra, essa força discreta e infalível. A dor que hoje parece aguda há de suavizar-se, como as marés que recuam após o ímpeto inicial. Confie que novos capítulos podem ser escritos, desde que o coração não se feche por completo. Não se trata de esquecer, mas de colocar cada lembrança em seu devido lugar, como retratos guardados em um álbum, que já não governam o presente.
Se me permite a franqueza de um cavalheiro experiente, amar novamente não é uma traição ao passado, mas uma prova de que a alma permanece viva e apta à esperança.