Você conseguiria amar algo que só te imita?

Leiam o texto antes de responder, por favor :)

Vamos supor que já estamos vivendo em um mundo onde robôs humanoides conseguem imitar cada traço humano com tanta precisão que, à primeira vista, é quase impossível perceber que são robôs. Porém, existe um detalhe importante, eles são capazes apenas de imitar sentimentos humanos.
Ou seja, caso um humano se envolvesse com um robô, essa relação seria,...
eles respondem
Esse debate é muito complexo que vai desde Filosofia da Mente até IAs e Neurociência. Acho que a simulação tem um certo limite pra nossa percepção, chega um momento que ela se confunde com a realidade e não sabemos mais identificar o que é verdadeiro ou imitação (pense como duas obras de artes idênticas, mas uma é original e a outra uma cópia, naturalmente ficariamos perdidos sem saber reconhecer qual é qual, mas será que a imitação por ser tão idêntica não seria também uma obra de arte? Fica o questionamento).

Mas acredito que pra uma IA chegar a esse nível ela teria que reproduzir reações físicas semelhantes as apresentadas pelo nosso cérebro na Neurociência e possuir uma consciência (ou seja, fazer um "cérebro artificial" pra "inteligências artificiais"), se chegasse a esse nível, acredito que o debate nem seria mais se conseguiríamos amar algo que nos imita mas sim se é apenas uma imitação ou mesmo se é algo verdadeiro à sua maneira.

Pela solidez do conhecimento, ainda iria preferir me relacionar com mulheres humanas mesmo. Mas pra mim, a única forma de realmente ser algo válido e não apenas uma imitação falsa, seria ter tanto o efeito (os "sentimentos") quanto o substrato (aquilo que os gera) da forma mais semelhante possível, e ainda assim não daria pra bater o martelo, a única forma de bater o martelo seria a reprodução de algum sentimento ou comportamento que só seria possível se fossem reais pois seriam irreproduzíveis sinteticamente.