Com o fim da escala 6x1 você acha que os produtos vão aumentar de preço?
Ou não?
eles respondem
22d
Não é tão simples assim a relação entre a escala e o preço de um produto ou serviço.
É óbvio que alguns empregos mantêm empregados sob a jornada mais longa apenas para garantir e podem dar-se ao luxo de reduzi-la sem efeitos significativos sobre a receita. Mas essa não é a realidade da maioria dos empregos nessa escala. São geralmente empregos cuja receita depende diretamente do atendimento e interação com o consumidor, como caixas de supermercados ou atendentes de call centers.
O que será que aconteceria se, de repente, uma empresa de call center passasse a pagar o dobro do salário para seus empregados? Naturalmente, ainda que fosse possível para essa empresa continuar praticando preços competitivos (em comparação a outros call centers), ela teria menor margem para reinvestir em suas operações (em renovação tecnológica, por exemplo), e a tendência é que a médio e longo-prazo ela fosse superada pelas competidoras que não oferecessem o aumento aos seus funcionários. Em outras palavras, há uma certa margem de lucro que as empresas são obrigadas a manter para terem segurança sobre a saúde e sustentabilidade do empreendimento a longo-prazo.
Via de regra, quanto maior a margem de lucro de uma empresa, mais capital ela pode torrar com maus investimentos. Quando uma empresa opera a margens apertadas, como ocorre, p. ex., no varejo, o impacto de pequenos erros de gestão ou direção estratégica é muito maior.
Agora, se, em vez de aumentar o salário, a empresa de call center for obrigada a reduzir a jornada de trabalho, o efeito para a margem de lucro é o mesmo: ao trabalhar menos horas, o atendente gera menos receita. Em alguns casos, o lucro pode se tornar tão pequeno comparado ao trabalho de manter a operação (ou comparado a outros tipos de negócios) que o empregado pode ser demitido, ou o negócio pode deixar de fazer sentido. Isso significa que, na prática, a redução da escala também aperta as margens de lucro das empresas.
É óbvio que alguns empregos mantêm empregados sob a jornada mais longa apenas para garantir e podem dar-se ao luxo de reduzi-la sem efeitos significativos sobre a receita. Mas essa não é a realidade da maioria dos empregos nessa escala. São geralmente empregos cuja receita depende diretamente do atendimento e interação com o consumidor, como caixas de supermercados ou atendentes de call centers.
O que será que aconteceria se, de repente, uma empresa de call center passasse a pagar o dobro do salário para seus empregados? Naturalmente, ainda que fosse possível para essa empresa continuar praticando preços competitivos (em comparação a outros call centers), ela teria menor margem para reinvestir em suas operações (em renovação tecnológica, por exemplo), e a tendência é que a médio e longo-prazo ela fosse superada pelas competidoras que não oferecessem o aumento aos seus funcionários. Em outras palavras, há uma certa margem de lucro que as empresas são obrigadas a manter para terem segurança sobre a saúde e sustentabilidade do empreendimento a longo-prazo.
Via de regra, quanto maior a margem de lucro de uma empresa, mais capital ela pode torrar com maus investimentos. Quando uma empresa opera a margens apertadas, como ocorre, p. ex., no varejo, o impacto de pequenos erros de gestão ou direção estratégica é muito maior.
Agora, se, em vez de aumentar o salário, a empresa de call center for obrigada a reduzir a jornada de trabalho, o efeito para a margem de lucro é o mesmo: ao trabalhar menos horas, o atendente gera menos receita. Em alguns casos, o lucro pode se tornar tão pequeno comparado ao trabalho de manter a operação (ou comparado a outros tipos de negócios) que o empregado pode ser demitido, ou o negócio pode deixar de fazer sentido. Isso significa que, na prática, a redução da escala também aperta as margens de lucro das empresas.