Por que homens exigem tanto das mulheres e se revoltam quando veem que também temos gostos?
A mulher tem que ser branca (sim, pq a maioria fica com mulheres pardas, mas querem casar com brancas). Tem que ser bonita, tem que trabalhar pra complementar a renda, tem que fazer serviço doméstico, aguentar chifre, mas eu não posso querer um cara que ganha no mínimo 4 mil. Eu, que ralei a beça pra me formar em Direito.
Eu repito, não se justifica um cara de 30 anos trabalhando clt pra ganhar sa...
Eu repito, não se justifica um cara de 30 anos trabalhando clt pra ganhar sa...
elas respondem
1h
Talvez o que incomode não seja a exigência da mulher, mas a descoberta de que ela também é uma pessoa inteira.
Durante muito tempo, ensinaram à mulher que amar era aceitar: aceitar o homem como ele viesse, compreender suas ausências, perdoar seus erros, diminuir suas expectativas. E quando ela finalmente diz “eu também tenho critérios”, parece que está cometendo uma espécie de pecado.
Mas gosto não é privilégio masculino.
Assim como um homem pode desejar uma mulher bonita, inteligente, independente ou qualquer outra coisa que faça sentido para ele, uma mulher pode desejar um homem que admire, que tenha ambição, estabilidade ou uma vida compatível com a dela.
Só existe uma diferença importante: ninguém é obrigado a corresponder ao desejo de ninguém.
Ela pode querer um homem que ganhe 4 mil. Ele pode não ganhar. Ela pode olhar e decidir que não quer aquela relação. E ele pode olhar para ela e decidir que não quer uma mulher com aqueles critérios.
O problema começa quando transformamos preferência em direito sobre o outro.
No fundo, talvez a grande mudança seja esta: a mulher deixou de perguntar apenas “será que ele vai me escolher?” e começou a perguntar “eu escolheria ele?”.
E para algumas pessoas, descobrir que também podem ser avaliadas é muito mais difícil do que parece.
Durante muito tempo, ensinaram à mulher que amar era aceitar: aceitar o homem como ele viesse, compreender suas ausências, perdoar seus erros, diminuir suas expectativas. E quando ela finalmente diz “eu também tenho critérios”, parece que está cometendo uma espécie de pecado.
Mas gosto não é privilégio masculino.
Assim como um homem pode desejar uma mulher bonita, inteligente, independente ou qualquer outra coisa que faça sentido para ele, uma mulher pode desejar um homem que admire, que tenha ambição, estabilidade ou uma vida compatível com a dela.
Só existe uma diferença importante: ninguém é obrigado a corresponder ao desejo de ninguém.
Ela pode querer um homem que ganhe 4 mil. Ele pode não ganhar. Ela pode olhar e decidir que não quer aquela relação. E ele pode olhar para ela e decidir que não quer uma mulher com aqueles critérios.
O problema começa quando transformamos preferência em direito sobre o outro.
No fundo, talvez a grande mudança seja esta: a mulher deixou de perguntar apenas “será que ele vai me escolher?” e começou a perguntar “eu escolheria ele?”.
E para algumas pessoas, descobrir que também podem ser avaliadas é muito mais difícil do que parece.