Não transo há 4 anos
Minha noiva é evangelica e eu ja estou a 4 anos com ela, ela é perfeita, porém nao transamos por conta da sua religião
Pra mim que aceita, esta sendo torturante, pois nem beijo temos mais com frequência
Pra mim que aceita, esta sendo torturante, pois nem beijo temos mais com frequência
elas respondem
1h
Há uma espécie de solidão muito particular em estar acompanhado e, ainda assim, sentir falta de alguém.
Quatro anos podem parecer muito tempo para quem olha de fora, mas talvez o que esteja doendo não sejam simplesmente quatro anos sem sexo. É a sensação de estar diante de uma pessoa que você ama e não conseguir alcançar aquilo que, para você, também faz parte do amor.
E existe uma coisa ainda mais delicada: quando nem o beijo acontece com frequência, já não estamos falando apenas de abstinência sexual. Estamos falando de intimidade. De toque. De desejo. Daquele pequeno gesto que diz “eu ainda vejo você como homem, e não apenas como alguém que está ao meu lado”.
A religião dela merece respeito. Mas o desejo dele também.
Ela não precisa abandonar aquilo em que acredita para provar que o ama. E ele também não precisa fingir que consegue viver indefinidamente dentro de uma relação que não contempla uma necessidade afetiva e física importante para ele.
Talvez o verdadeiro conflito não seja sexo contra religião.
Seja amor contra incompatibilidade.
Porque amar alguém não significa necessariamente conseguir construir uma vida possível com essa pessoa.
Há amores que são sinceros e, ainda assim, não conseguem morar na mesma casa.
E talvez a pergunta mais difícil não seja “quanto tempo ainda consigo esperar?”, mas “se nada mudar, consigo aceitar essa vida sem transformar minha espera em ressentimento?”
Porque esperar por amor pode ser bonito.
Esperar por alguém que não pode nos oferecer aquilo que precisamos, indefinidamente, pode começar a ser uma forma silenciosa de abandonar a nós mesmos.
Quatro anos podem parecer muito tempo para quem olha de fora, mas talvez o que esteja doendo não sejam simplesmente quatro anos sem sexo. É a sensação de estar diante de uma pessoa que você ama e não conseguir alcançar aquilo que, para você, também faz parte do amor.
E existe uma coisa ainda mais delicada: quando nem o beijo acontece com frequência, já não estamos falando apenas de abstinência sexual. Estamos falando de intimidade. De toque. De desejo. Daquele pequeno gesto que diz “eu ainda vejo você como homem, e não apenas como alguém que está ao meu lado”.
A religião dela merece respeito. Mas o desejo dele também.
Ela não precisa abandonar aquilo em que acredita para provar que o ama. E ele também não precisa fingir que consegue viver indefinidamente dentro de uma relação que não contempla uma necessidade afetiva e física importante para ele.
Talvez o verdadeiro conflito não seja sexo contra religião.
Seja amor contra incompatibilidade.
Porque amar alguém não significa necessariamente conseguir construir uma vida possível com essa pessoa.
Há amores que são sinceros e, ainda assim, não conseguem morar na mesma casa.
E talvez a pergunta mais difícil não seja “quanto tempo ainda consigo esperar?”, mas “se nada mudar, consigo aceitar essa vida sem transformar minha espera em ressentimento?”
Porque esperar por amor pode ser bonito.
Esperar por alguém que não pode nos oferecer aquilo que precisamos, indefinidamente, pode começar a ser uma forma silenciosa de abandonar a nós mesmos.