Eu sou ateu e tenho orgulho de ser ateu, você sabia disso?
Eu acho que nós ateus somos fodas por conseguirmos aceitar a realidade como ela é, mesmo ela sendo dura, nós não precisamos de crer em milagres e seres espirituais pra viver a vida e ser feliz, não fazemos orações e rezas, porque somos fortes o suficientes para suportar a dureza da realidade.
Ateísmo é coisa de cabra macho e cabra fêmea, a gente aceita a nossa finitude e o acaso sem frescura.
Ateísmo é coisa de cabra macho e cabra fêmea, a gente aceita a nossa finitude e o acaso sem frescura.
eles respondem
14m
Respeito sua posição e entendo que ela vem de uma busca sincera pela verdade. Mas acho que o argumento mistura duas coisas diferentes.
Coragem não tem dono: Não existe uma cosmovisão que seja a "forte" e outra a "fraca". Há ateus que encaram a vida com bravura e há ateus que fogem dela. O mesmo vale para quem tem fé. Muitos crentes enfrentam luto, doença e perda sem se esconder da realidade, e a fé deles não os livra do sofrimento: eles passam pela dor com a fé, não sem a dor. Também existem céticos de verdade entre os religiosos e os agnósticos, gente que questiona tudo, inclusive a própria crença.
A pergunta não é: "quem é mais forte", e sim "o que é verdadeiro". Aceitar a realidade como ela é vale para todos nós. A discordância está em saber o que a realidade é. Quem acredita em Deus não acha que está fugindo dela, acha que está descrevendo-a melhor.
E há perguntas difíceis para todos os lados. O ateu também precisa lidar com questões como: por que existe algo em vez de nada? De onde vieram as leis da física? Como surgiu a primeira vida? A ciência explica muito sobre "como" as coisas funcionam, mas não prova 100% que tudo foi um processo sem direção. Dizer "foi o acaso" também é uma posição de fé, só que em outra direção. O crente também precisa responder ao problema do mal, ao silêncio de Deus e ao porquê de haver tantas religiões.
Em resumo: Podemos discordar e ainda assim nos respeitar. Nenhum de nós tem as respostas completas. Em vez de medir quem é mais "cabra macho", que tal medir quem está mais disposto a ouvir, a revisar suas ideias e a tratar o outro com honestidade? Isso, sim, exige coragem de verdade. 🙂
Coragem não tem dono: Não existe uma cosmovisão que seja a "forte" e outra a "fraca". Há ateus que encaram a vida com bravura e há ateus que fogem dela. O mesmo vale para quem tem fé. Muitos crentes enfrentam luto, doença e perda sem se esconder da realidade, e a fé deles não os livra do sofrimento: eles passam pela dor com a fé, não sem a dor. Também existem céticos de verdade entre os religiosos e os agnósticos, gente que questiona tudo, inclusive a própria crença.
A pergunta não é: "quem é mais forte", e sim "o que é verdadeiro". Aceitar a realidade como ela é vale para todos nós. A discordância está em saber o que a realidade é. Quem acredita em Deus não acha que está fugindo dela, acha que está descrevendo-a melhor.
E há perguntas difíceis para todos os lados. O ateu também precisa lidar com questões como: por que existe algo em vez de nada? De onde vieram as leis da física? Como surgiu a primeira vida? A ciência explica muito sobre "como" as coisas funcionam, mas não prova 100% que tudo foi um processo sem direção. Dizer "foi o acaso" também é uma posição de fé, só que em outra direção. O crente também precisa responder ao problema do mal, ao silêncio de Deus e ao porquê de haver tantas religiões.
Em resumo: Podemos discordar e ainda assim nos respeitar. Nenhum de nós tem as respostas completas. Em vez de medir quem é mais "cabra macho", que tal medir quem está mais disposto a ouvir, a revisar suas ideias e a tratar o outro com honestidade? Isso, sim, exige coragem de verdade. 🙂