Invisibilidade e solidão da mulher negra heterossexual, afinal "o amor não vê cor"?
anônima
Alguns relatos:
"Tive namorado que disse que mulher preta e gorda ele não apresentava à mãe".
“Muitos podem dizer que é uma questão de gosto, mas nós somos socialmente moldados dessa forma, nosso gosto não é isento de manipulação ou imposição do que é belo, bom, seguro e desejável. Ora, se sofremos ainda hoje com a herança escravagista de que a negra é para cama e não para o casamento, como pensa...
"Tive namorado que disse que mulher preta e gorda ele não apresentava à mãe".
“Muitos podem dizer que é uma questão de gosto, mas nós somos socialmente moldados dessa forma, nosso gosto não é isento de manipulação ou imposição do que é belo, bom, seguro e desejável. Ora, se sofremos ainda hoje com a herança escravagista de que a negra é para cama e não para o casamento, como pensa...
eles respondem
anônimo
6a
É exatamente como você muito bem representou através das falas. A socióloga Eliane Oliveira resume bem como é imposto o padrão de beleza e os demais falam sobre as consequências.
Eu vi também nos comentários da resposta do @Trafic os dados a respeito dos casamentos intrarraciais e interraciais aqui no Brasil. Eu tinha ideia de como eram, mas não conhecia os números.
Aqui onde eu moro isso não é muito percebido, porque há um número muito baixo de negros. O meu estado recebeu cerca de cinco mil escravos africanos ao longo da história, um número ínfimo quando comparado com outros locais, como Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Não somos nem acostumados a ver pessoas negras, é mais gente branca e morena só.
Quando a gente aqui estuda história sobre a escravidão, muitas referências nos são perdidas. Eu só vi todo o horror da escravidão e o resultado de sua herança quando eu conheci Ouro Preto, em Minas Gerais. Há uma enorme memória de dor do povo negro ali, tão forte que incomoda o tempo todo.
Eu vi também nos comentários da resposta do @Trafic os dados a respeito dos casamentos intrarraciais e interraciais aqui no Brasil. Eu tinha ideia de como eram, mas não conhecia os números.
Aqui onde eu moro isso não é muito percebido, porque há um número muito baixo de negros. O meu estado recebeu cerca de cinco mil escravos africanos ao longo da história, um número ínfimo quando comparado com outros locais, como Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Não somos nem acostumados a ver pessoas negras, é mais gente branca e morena só.
Quando a gente aqui estuda história sobre a escravidão, muitas referências nos são perdidas. Eu só vi todo o horror da escravidão e o resultado de sua herança quando eu conheci Ouro Preto, em Minas Gerais. Há uma enorme memória de dor do povo negro ali, tão forte que incomoda o tempo todo.