19/04/2023 14h00

Eu vi, ele citou os pais que na preguiça dão tablet pro filho e deixam

eles jogarem sem supervisão. Depois generalizou legal e falou merda. Até o Lulinha falou que ele disse bobagem, que os filhos e netos dele sempre jogaram.

Essa conversa é batida desde os anos 90. Videogame, heavy metal, tatuagem. Eram tidos como coisa ruim pela ala mais conservadora e retrógrada da sociedade. Igreja, militares etc. Ganhou ainda mais força depois de Columbine, quando descobriram que os dois imbecis passavam horas jogando e criando mapas de Doom.

Não há nenhum estudo conclusivo que associe videogame, filme, esportes violentos a aumento de agressividade ou psicopatia.

Mas pela minha observação, de quem viu o nascimento e popularização da cultura de videogame no Brasil, mudou bastante a questão da interação.

Antigamente videogame era uma forma de reunir os amigos, irmãos, ou ir à locadora jogar com a galera, Toda merceraria tinha um street fighter no fliperama, daqueles de ficha. Videogame era um ponto de reunião. Os pais podiam filtrar melhor, ou ao menos saber com quem os filhos andavam brincando.

Agora com os jogos online e fóruns, isso se perdeu legal. Reduto de incel, neonazi, xenofobia, ainda mais quando você é do terceiro mundo e joga contra gente do primeiro. Videogame não torna ninguém nazi, mas é um grande ponto de encontro e recrutamento, pra molecada que não sabe porra nenhuma de nada.

Um exemplo foi aquele Proud boys, começou como um grupo estilo coach de desenvolvimento pessoal, escalou tanto que virou braço da extrema-direita e se envolveu com organização e invasão do Capitólio.