Será o fim para o homem comum?
anônimo
Antigamente, na antiga União Soviética, os casamentos eram todos arranjados. As mulheres não podiam sequer fumar em público. Resultado: Ninguém ficava sozinho e a população disparava a crescer, pois havia muitos casamentos. Antes, não importava se o homem fosse subfive, sem destaque, porque a cultura da época era diferente, e não casar era o pior dos males que podia acometer uma mulher.
Mas hoje,...
Mas hoje,...
eles respondem
3a
Antigamente, não só na URSS, mas em muitos outros lugares onde o casamento arranjado ainda é praticado (culturas judaica e indiana por exemplo) havia um quesito importante que era simplesmente ignorado: a vontade. O casamento estava sendo enxergado como uma obrigação social, uma forma que de garantir sustento, perpetuação da linhagem, definidor de identidade para homens e mulheres. Os homens eram empoderados naquela época, principalmente em meio a uma cultura bélica: o homem como um herói, inabalável, coluna forte, indestrutível, provedor, a figura mais importante do núcleo familiar. E muitas características foram tomadas como absolutas. Por causa disso, a mulher que não era casada era considerada imatura, incompleta, infeliz, menos digna que as demais que contraíram matrimônio. A mulher era tomada como uma dependente servil, cuja função era apenas obedecer ao marido, dar prazer a ele, gerar filhos, etc, porque a felicidade da mulher estava limitada a um conceito utilitarista. Quanto ao homem, o que lhe restava era ser a torre forte, o abrigo, a proteção maior. Porém isso era enxergado com um teor extremista, como se o homem jamais pudesse ser vulnerável, sensível, suscetível a erros. O homem não deveria ser questionado, mesmo que evidentemente ele estivesse errado naquilo que ponderava, a mulher não tinha voz de forma alguma. Enfim, foram imputados, ao homem e a mulher na sociedade, rótulos que, segundo essa mesma sociedade, tem poder de definí-los, dizer quem eles são em última instância. Logicamente, esse modo de pensar foi questionado na modernidade, e a balança começou a pender para um outro tipo de extremismo. Agora no pensamento moderno o casamento não é a coisa mais importante, só que por outro lado se tornou banalizado, rotulado como sinônimo de regresso, algo retrógrado, limitante, opressor, cansativo, custoso demais, um reduto de sofrimento.