https://youtube.com/shorts/4Myvt1APPRk?feature=share3
Olha como esse tipo de pensamento era falado com naturalidade nos anos 80 bicho... bizarro.
Se bem que é assim até hoje, mas agora as pessoas só tem coragem de ser assim anonimamente na internet.
Olha como esse tipo de pensamento era falado com naturalidade nos anos 80 bicho... bizarro.
Se bem que é assim até hoje, mas agora as pessoas só tem coragem de ser assim anonimamente na internet.

anônima
13/07/2023 18h21
Lembrei da Antonia Fontenelle falando de "paraíba fazendo paraibada".
Infelizmente o preconceito contra os nordestinos
vai continuar existindo, só que de forma bem mais sutil e por isso mesmo mais forte. E ainda tem gente dizendo que "ah, mas vocês também falam mal de sulista/paulista". Meu amigo, isso não chega nem perto do que a gente vivencia. Tem todo um estigma social. No período das eleições eu ouvi, vi e li cada barbaridade. Teve uma certa usuária aqui que falou sobre a vagina das nordestinas e mesmo tenho sido zoeira, tem gente que pensa isso de forma "séria" e não externaliza, ou o faz de forma super-agressiva no anonimato. Mas em relação a essa propaganda, é preciso considerar que nem todo mundo naquela época tinha informação sobre sociologia para problematizar esse tipo de fala. É a mesma coisa com certos autores que, hoje em dia são considerados retrógrados e ultrapassados, mas que é preciso relevar o contexto em que ele se inseria. Algumas coisas eram tratadas com normalidade, por exemplo, a escravidão.
Claro que a mentalidade das pessoas é algo que demora para mudar, e exige muito empenho no âmbito da família e da educação para mudar esses padrões, então, me conformo que isso ocorrerá de maneira lenta e que alguns ainda irão ter esse mesmo pensamento, alguns por ignorância, mas sobretudo por má-fé. Há quem pense que só nazista é eugenista, mas essa ideia de inferioridade de raças está bem representada nesse preconceito interno.
Não acho que seja lacração, mas não tem como levar a sério a forma como alguns "militantes" trabalham essa temática. Eu também detesto lacração por coisas "pequenas" ou explicações muito politicamente corretas, porém, é preciso entender até onde vai nossa liberdade de pensar e perpetuar esse tipo de ideia.