Pra não violar seus princípios, você se recusaria a prestar serviços para um casal homoafetivo?

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2a
Suprema Corte dos EUA decide a favor de designer que não quer trabalhar para casais homoafetivos
Decisão ocorre por maioria de 6 a 3, a mesma que vem opondo conservadores e liberais.

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2023/06/suprema-corte-dos-eua-decide-a-favor-de-designer-que-nao-quer-trabalhar-para-casais-homoafetivos.ghtml

A reportagem está acima, mas resumindo, a mulher tem a religião dela e ela não concorda com o casamento gay. Então ela se negou a criar um site relacionado a divulgação do casamento de um casal gay. O caso foi parar na suprema corte e a mulher que se recusou a prestar o serviço ganhou o caso.
O problema é que está dando o maior burburinho. A mulher usou em seu favor a força da 1ª emenda da constituição americana, que realmente protege os interesses da mulher. Mas esse caso específico abre precedente pra casos de xenofobia, discriminação e racismo.
Até onde você iria para defender seus princípios?
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eles perguntam
24 respostas
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16
elas respondem
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anônima
2a
recusaria.
anônima
3a
Homofobia é o cúmulo da ignorância
Mano,se eu sou prestadora de serviços eu só quero o dinheiro de quem me contratou . Não me interessa o que o contratante faz entre 4 paredes.
Cristão pode trabalhar ou prestar serviço pra qualquer pessoa
Mas nesse caso ela tá certa pq se fizesse estaria apoiando o casamento gay
anônima
2a
Sim
anônima
2a
Preconceito agora virou "princípios".
Sendo uma mulher aleatória que presta serviços, ela tá no direito dela; agora se for uma empresa realmente, um CNPJ, deve ter obrigação de atender.
anônima
2a
Trato todos igualmente de forma educada. Não tenho preconceitos.
eles respondem
16
Todo contrato funciona na base da confiança e da voluntariedade. Ninguém é obrigado a prestar serviços para outra pessoa, não importa a razão alegada. No máximo, ela está deixando de ganhar dinheiro do casal gay e é só isso.

Eu mesmo faço questão de boicotar certas marcas e estabelecimentos. Se algo não me agrada, apenas vou para o concorrente que me agrada, sem dizer nada.

A visão de justiça americana é uma das mais éticas do mundo.
anônimo
2a
Ninguém é obrigado a trabalhar pra ninguém. Isso quando é no campo privado. Se é funcionário público, tem obrigação e pode sofrer as consequências.
anônimo
2a
Tendo o mínimo de racionalidade e capacidade de discernimento, se constata que a cidadã e a decisão judicial estão pertinentes.

Uma coisa é ser funcionário de um empregador homossexual, ou fornecer um serviço a um contratante homossexual. Outra coisa é fornecer um serviço que ajudará a compor uma celebração à homossexualidade, portanto contribuindo com ela.
Nesse caso, a pessoa estaria agindo em prol de algo que suas convicções espirituais desaprovam.

A Justiça obrigar a pessoa a fazê-lo, e fornecer o serviço ao casamento gay, significaria violar sua liberdade religiosa, direito humano civil básico, que é (ou pelo menos deve estar) protegido pelas leis de qualquer país.

Quem acha isso é errado, discriminação, advirto que sejam coerentes, e digam que também seria errado e preconceito, um designer vegetariano se recusar a fazer um pôster pra uma churrascaria, e exijam sua prisão por "carnivorofobia".

Boa sorte com o tico e teco aí.
Decisão correta da suprema corte americana.

Nenhuma empresa deveria ser obrigada a prestar serviço para quem ela não queira, independentemente do motivo. O que vão fazer se uma empresa cobrar um preço absurdo apenas para casais homossexuais? Obrigar a empresa a prestar o serviço ao preço que consideram "justo"? Isso seria obrigar alguém a trabalhar nas condições que você quer e considera justas, sem opção de não trabalhar (preciso ressaltar isso porque as pessoas não entendem a palavra "obrigação"). Em outras palavras, seria trabalho escravo.

Pressuposto básico de qualquer sociedade livre é que alguém não seja obrigado a trabalhar, se não quiser. O contrário disso é escravidão.
Não aprovo a homofobia. Entretanto acho que qualquer empresa, que não tenha cunho social, deveria ser livre para atender ou prestar serviço para quem bem entender.

Nos Estados Unidos é comum escolherem quem entra ou não das baladas. Isso não é um problema lá.
A mulher tá certa, vai dar cu pra lá e não enche o saco.
Atendo quem eu bem entender e foda-se a lei e juízes lacradores.
Eu não acho xenofobia, discriminação ou racismo.
É o direito, princípios, moral e liberdade dela.
Eu mesmo evito o consumo de muitos produtos e várias outras coisas. Pois não quero financiar e muito menos ajudar ainda que seja de forma indireta grupos, pessoas, políticos, empresas, militantes e ditadores.
Eu não gosto de me identificar como cristão, tô mais pra homem temente a Deus, mas como precisa ter rótulo, sou cristão e obviamente discordo da relação homoafetiva,porém, nos termos da lei é totalmente justo que eles possam e devam se casar como qualquer cidadão hetero judicialmente, e no lugar desse designer tbm não há problema algum em prestar serviço para estas pessoas, ele não está promovendo a homossexualidade, está trabalhando para dois seres humanos que tem este estilo de vida, se fosse um site militante ou algo assim aí seria outra história
anônimo
2a
A sociedade nao escuta choro de viado e sapatao
anônimo
2a
Nesse caso, não foi apenas trabalhar para um casal gay. Foi ter que assumir a obrigação de fazer um texto e produzir um material de divulgação contra as convicções dela. Se o serviço fosse divulgar o negócio do casal, suponhamos que eles tivessem uma pizzaria, e ela se negasse, com certeza ela teria perdido a ação.
Mas pode esperar que vai aparecer otários aqui falando de Lula e Bolsonaro.
Quando vc desiste do que acredita, bom aí e o fim do poço
anônimo
3a
Não tenho princípios.
anônimo
2a
Não
Precedente perigosíssimo
Não vejo princípio nem um nisso, essa tal "liberdade" americana é mais uma maquiagem para esconder o racismo, xenofobia, homofobia.

As pessoas deveriam estudar mais história, perceber de como a igreja foi muito maléfica para alguns grupos. Inclusive, poderia te dar como exemplo você mesmo, um homem negro casado com mulher branca, se fosse nos EUA e um padre ou juiz com esse "princípios" não quisesse formalizar (o que já ouve por lá recentemente) por aceitar casamento interracial, você acharia correto?

Para mim, esses "princípios" é um segregação.
Isso é complicado nos EUA por causa da liberdade religiosa e de expressão que eles tem. Se fosse no Brasil, isso ia dar problemas demais para quem fizesse isso