Aumentar o salário mínimo para 7 mil de uma vez só criaria inflação, desemprego e quebradeira. O país não produz o suficiente para sustentar um salto desses. O salário mínimo é baixo, claro, mas não dá para fingir que decreto resolve problemas estruturais. Salário real sobe quando produtividade sobe, e isso depende de tecnologia, educação e um ambiente que permita às empresas produzir mais. Sem isso, qualquer aumento radical vira só papel que perde valor.
Os que te dão esse salário bisonho para o padrão econômico do Brasil, são os mesmos que votaram contra a diminuição dos próprios salários, eles ganham 46mil e não abrem mão de nenhum centavo. Continuem votando no PT, PSDB, PL e outros lixos.
O salário mínimo deveria ser automaticamente reajustado pelo IPCA, imagina o caos se fosse realmente justo, isso que o IPCA é mascarado e não é a realidade. Empresarios tendo que aumentar os produtos em várias e várias vezes para conseguir fazer girar e pagar funcionários. No fundo o salário mínimo nunca será algo justo, a economia viraria um caos, só resta o lascado aceitar.
O aumento de salário acaba sendo uma medida populista quando não acompanha o controle da inflação. Não adianta subir um pouco o salário se o custo de vida continua aumentando muito rápido. O governo adora fazer essas caridades inúteis, que só servem para angariar votos.
Como esclareceram, é impraticável adotar o valor calculado e sugerido pelo DIEESE.
Vou além: o salário mínimo é uma ficção, porque nenhum salário pode ser determinado por via de lei.
Não é possível "regular" a economia de fato. O que se faz é proibir e, portanto, punir determinadas formas de trabalho, mas nada disso aumenta produtividade, nem gera empregos reais, só adiciona custos à contratação, que são repassados ao consumidor final nos preços de serviços e produtos.
Mas o empregado, em última instância, é o próprio consumidor, então para aumentar o seu salário aumenta-se também o preço daquilo que ele consome. No fim das contas, ficam elas por elas.
Qualquer facilidade maior no consumo assegurada por um salário artificial sem que haja aumento real de produtividade só pode ocorrer de uma forma: socializando o custo do aumento salarial. Na prática, quem paga o preço não são os ricos, mas a classe média.