@rodrigosdc
O que eu acho? Acho isso uma irresponsabilidade do caralho. Falta de responsabilidade afetiva, falta de moral e falta de caráter. Não existe arrependimento legítimo quando a pessoa está com outro e, ao mesmo tempo, se diz arrependida. Isso não se sustenta. Não cola. Você não abandona alguém que dizia amar, com quem se comprometeu para a vida inteira, e no mês seguinte está dividindo cama, casa e rotina com outra pessoa como se nada tivesse peso.
Casamento não é um teste social, nem um intervalo para “ver como é lá fora”. É uma escolha. Quando você sai para viver uma suposta liberdade, você assume que pode perder tudo o que construiu. O problema é que muita gente confunde liberdade com ausência de consequências. A tal liberdade, na prática, era beijar outras bocas, ficar com outros caras, alimentar o ego, se sentir desejada. Nada disso tem relação com amadurecimento emocional.
Voltar depois disso não é prova de amor, é conveniência. É perceber que a grama do vizinho não era mais verde, que o outro não sustentou a fantasia, e tentar recuperar o porto seguro que foi descartado. Só que pessoas não são rascunhos, nem relacionamentos são pausáveis.
Quem aceita uma volta dessas precisa estar muito consciente do que está fazendo, porque a quebra de confiança já aconteceu. E confiança não se reconstrói com discurso bonito ou com arrependimento tardio. Sem responsabilidade, coerência e caráter, esse tipo de retorno não passa de egoísmo disfarçado de saudade.