Ja li quase tudo do "principal" eu diria, das historias que mais me chamam a atenção eu costumo ler e reler com uma certa frequencia, mas de pegar pra ler tudo da biblia do inicio ao fim não porque tem muita parte que nao me cria interesse mesmo, só quem é muito religioso talvez consegue fazer isso
Sim, já li algumas várias vezes. Também já estudei sobre, algumas vezes. Asim como faço com várias outras religiões. Não faria sentido eu dizer que não acredito sem ter pelo menos ido atrás ler sobre. Minha opinião sobre a religião é baseado sobre o que já vivi e li. Não é uma descrença vazia, movida pela rebeldia ou decepção religiosa, é puramente analítica e pensada.
I eu aqui pensando comigo mesmo: Ser ateu não é apenas o oposto de ser crente; é, antes, uma posição diante do mundo e do conhecimento. É a liberdade de ler tudo, ouvir tudo, ver tudo, sem interditos sagrados ou fronteiras impostas pelo medo da heresia. O ateu não se sente ameaçado pelas ideias, porque não precisa defendê-las como dogmas, mas compreendê-las como construções humanas.
A fé, em muitas de suas formas, condiciona o olhar a seguir uma linha reta, sem desvios, sem atravessar os limites do permitido. Instrui-se o fiel a não pisar fora, a não olhar além do mundo fechado do dogma, a proteger-se do “mal” e da “tentação”. Tapam-se os ouvidos e os olhos para aquilo que é considerado profano: não ler, não tocar, não ouvir, não ver o mundo tal como ele é, mas apenas como deve ser segundo a crença.
O ateu, o agnóstico ou qualquer espírito livre lê a Bíblia não por submissão, mas por curiosidade; não por fé, mas por desejo de compreensão. Lê como quem estuda a história do pensamento humano, seus medos, esperanças, símbolos e tentativas de dar sentido ao absurdo da existência. Ler o sagrado, para ele, não é um ato de devoção, mas de investigação.
Nesse sentido, o ateísmo não é um vazio, mas um espaço aberto. Simboliza a liberdade de escolha, a liberdade de pensamento e a liberdade intelectual: a coragem de encarar todas as narrativas — inclusive as religiosas — sem ajoelhar-se diante delas, mas também sem a necessidade de negá-las cegamente. É a recusa do interdito e a afirmação do pensamento como exercício contínuo de questionar, compreender e ir além.