A partir de quantos artigos publicados você considera que uma pessoa já publicou muitos artigos científicos?
Uma pessoa de uns 30 anos.
eles respondem
10h
Publicar artigos científicos em revistas de baixo nível é relativamente fácil; o verdadeiro desafio está em publicar em periódicos de alto impacto.
Essa é uma questão bastante subjetiva. Pessoalmente, valorizo mais um pesquisador que publica com menor frequência, porém em boas revistas, do que aquele que acumula muitas publicações em periódicos de baixo fator de impacto. Não sou adepto da chamada “salami science”. Nesse sentido, o índice h costuma ser uma métrica razoável, pois pondera a relação entre o número de publicações e o número de citações de um pesquisador. Ou seja, não adianta publicar muito se a comunidade científica não cita nem reconhece a qualidade do trabalho.
Outro ponto a ser considerado é a área de pesquisa. Há campos em que é muito mais fácil e rápido publicar do que em outros. Áreas que exigem práticas laboratoriais complexas ou cálculos com alto custo computacional tendem a demandar mais tempo para gerar resultados, em comparação com aquelas em que a tecnologia já permite a execução de técnicas e métodos de forma mais ágil.
No final do dia, eu não olho para quantos artigos alguém publicou, mas em como aquele pesquisador se estabeleceu no seu nicho de pesquisa. Conheço pesquisadores que tem muita publicação, mas que conseguiram isso por meio de politicagem, e/ou dinheiro de projeto que permite terceirizar os serviços. Eles podem ter 10 artigos na Nature ou Science, mas eles mesmos não sabem pensar com profundidade pesquisa na área deles. Se tornam mais marketeiros pessoais do que, de fato, pesquisadores.
Essa é uma questão bastante subjetiva. Pessoalmente, valorizo mais um pesquisador que publica com menor frequência, porém em boas revistas, do que aquele que acumula muitas publicações em periódicos de baixo fator de impacto. Não sou adepto da chamada “salami science”. Nesse sentido, o índice h costuma ser uma métrica razoável, pois pondera a relação entre o número de publicações e o número de citações de um pesquisador. Ou seja, não adianta publicar muito se a comunidade científica não cita nem reconhece a qualidade do trabalho.
Outro ponto a ser considerado é a área de pesquisa. Há campos em que é muito mais fácil e rápido publicar do que em outros. Áreas que exigem práticas laboratoriais complexas ou cálculos com alto custo computacional tendem a demandar mais tempo para gerar resultados, em comparação com aquelas em que a tecnologia já permite a execução de técnicas e métodos de forma mais ágil.
No final do dia, eu não olho para quantos artigos alguém publicou, mas em como aquele pesquisador se estabeleceu no seu nicho de pesquisa. Conheço pesquisadores que tem muita publicação, mas que conseguiram isso por meio de politicagem, e/ou dinheiro de projeto que permite terceirizar os serviços. Eles podem ter 10 artigos na Nature ou Science, mas eles mesmos não sabem pensar com profundidade pesquisa na área deles. Se tornam mais marketeiros pessoais do que, de fato, pesquisadores.