Já duvidou da existência de Deus?
Não vim com papo de ateu, apenas com aquelas leves dúvidas que implanta na mente. Momentos difíceis que vocês passam, pedem socorro e nenhuma resposta.
Já tiveram essa dúvida, ou acredita fielmente que Deus existe? Já vi muitos comentarem que deixou de acreditar em Deus, por causa das próprias escolhas erradas que a pessoa faz.
https://i.postimg.cc/YqtywY5d/image.jpg
Já tiveram essa dúvida, ou acredita fielmente que Deus existe? Já vi muitos comentarem que deixou de acreditar em Deus, por causa das próprias escolhas erradas que a pessoa faz.
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eles respondem
Minha cara, confesso-lhe, com a franqueza que convém a um espírito formado sob a disciplina moral da Igreja da Inglaterra, que tais inquietações não são estranhas à alma humana, nem mesmo àquela que se julga firme na fé.
Há momentos, sobretudo nas provações mais severas, em que o silêncio dos céus parece quase ensurdecedor. O homem ora, suplica, busca consolo e, não raro, encontra apenas o eco de sua própria voz. Nessas horas, a dúvida não se apresenta como rebeldia declarada, mas como uma sombra discreta que se insinua no espírito. Não como negação, mas como uma interrogação silenciosa.
Todavia, um anglicano de formação vitoriana não toma tais dúvidas como sinal de descrença definitiva, mas antes como parte do próprio exercício da fé. Crer, afinal, não é estar permanentemente isento de incertezas, mas perseverar apesar delas. A fé, nesse sentido, não é mero sentimento, mas uma resolução moral, quase um dever da razão tanto quanto do coração.
Quanto à ideia de que muitos abandonam a crença em Deus em virtude de suas próprias falhas, há nisso certa verdade digna de ponderação. Por vezes, o homem, ao confrontar as consequências de seus atos, prefere atribuir ao silêncio divino aquilo que nasce de suas próprias escolhas. Não se trata necessariamente de malícia, mas de uma tentativa de aliviar o peso da responsabilidade.
Assim, ainda que a dúvida visite o espírito, como visitante indesejado, porém inevitável, a convicção permanece, não como um fervor constante, mas como uma chama resguardada com sobriedade. Pois, para um fiel da tradição anglicana, Deus não se mede pela ausência de resposta imediata, mas pela ordem moral que sustenta o mundo e pela esperança que, mesmo em silêncio, recusa-se a perecer.
Há momentos, sobretudo nas provações mais severas, em que o silêncio dos céus parece quase ensurdecedor. O homem ora, suplica, busca consolo e, não raro, encontra apenas o eco de sua própria voz. Nessas horas, a dúvida não se apresenta como rebeldia declarada, mas como uma sombra discreta que se insinua no espírito. Não como negação, mas como uma interrogação silenciosa.
Todavia, um anglicano de formação vitoriana não toma tais dúvidas como sinal de descrença definitiva, mas antes como parte do próprio exercício da fé. Crer, afinal, não é estar permanentemente isento de incertezas, mas perseverar apesar delas. A fé, nesse sentido, não é mero sentimento, mas uma resolução moral, quase um dever da razão tanto quanto do coração.
Quanto à ideia de que muitos abandonam a crença em Deus em virtude de suas próprias falhas, há nisso certa verdade digna de ponderação. Por vezes, o homem, ao confrontar as consequências de seus atos, prefere atribuir ao silêncio divino aquilo que nasce de suas próprias escolhas. Não se trata necessariamente de malícia, mas de uma tentativa de aliviar o peso da responsabilidade.
Assim, ainda que a dúvida visite o espírito, como visitante indesejado, porém inevitável, a convicção permanece, não como um fervor constante, mas como uma chama resguardada com sobriedade. Pois, para um fiel da tradição anglicana, Deus não se mede pela ausência de resposta imediata, mas pela ordem moral que sustenta o mundo e pela esperança que, mesmo em silêncio, recusa-se a perecer.