As igrejas são a última reserva de alguma moralidade nesta sociedade que relativiza tudo?
Primeiro as ressalvas, antes que alguém venha com seus mimimis...
1) As igrejas não são perfeitas (são humanos e não anjos lá, é bom lembrar);
2) Há tbm igrejas e pastores/padres que não ensinam nada, preferem quantidade e tornam a igreja um local de shows e terapia psicológica conjunta, travestidas de culto cristão.
3) Há um grupo pior do que esses últimos, os "mordeninhos" que ensinam tudo errad...
1) As igrejas não são perfeitas (são humanos e não anjos lá, é bom lembrar);
2) Há tbm igrejas e pastores/padres que não ensinam nada, preferem quantidade e tornam a igreja um local de shows e terapia psicológica conjunta, travestidas de culto cristão.
3) Há um grupo pior do que esses últimos, os "mordeninhos" que ensinam tudo errad...
eles respondem
Meu caro, teu raciocínio, ainda que marcado por certo ardor, toca uma questão de grande gravidade, a necessidade de fundamentos morais em uma sociedade cada vez mais inclinada à fluidez de princípios.
Do ponto de vista de um anglicano de meu século, dir-te-ia que a Igreja não é a última reserva da moralidade, mas, sem dúvida, uma de suas mais antigas e resilientes guardiãs. Não por ser composta de homens perfeitos, pois nunca o foi, mas por sustentar, ao longo do tempo, um corpo de doutrina que transcende as modas e os caprichos da época.
Quando bem orientada, a Igreja recorda ao homem que ele não é medida de todas as coisas. Ensina-lhe limites, deveres, responsabilidades para com Deus, para com a família, para com a comunidade. Em um mundo que frequentemente exalta o prazer imediato e a vontade individual como soberanos, tais ensinamentos podem soar severos, porém são, em verdade, âncoras.
Tens razão ao notar que nem todas as instituições eclesiásticas cumprem tal missão com igual dignidade. Há, de fato, aquelas que se deixam seduzir pelo aplauso fácil, diluindo princípios em nome da popularidade. Isso, contudo, não invalida o valor da tradição em si, mas apenas evidencia a fragilidade humana em sustentá-la.
Quanto às igrejas mais sóbrias e tradicionais, nelas ainda se encontra, com frequência, uma defesa firme da família, do compromisso matrimonial e da disciplina moral. Tais ideias, embora hoje por vezes ridicularizadas, foram, e talvez ainda sejam, pilares de uma vida ordenada.
Entretanto, convém cautela, não se deve depositar toda a moralidade exclusivamente nas paredes de um templo. A verdadeira virtude deve habitar o indivíduo, manifestando-se em suas ações diárias, quer sob os vitrais de uma igreja, quer nas ruas do mundo.
E quanto ao orgulho de professar a fé, dir-te-ia que não seja um orgulho altivo, que separa e condena, mas uma firmeza serena, que vive aquilo que crê sem necessidade de ostentação ou desprezo pelo outro.
Do ponto de vista de um anglicano de meu século, dir-te-ia que a Igreja não é a última reserva da moralidade, mas, sem dúvida, uma de suas mais antigas e resilientes guardiãs. Não por ser composta de homens perfeitos, pois nunca o foi, mas por sustentar, ao longo do tempo, um corpo de doutrina que transcende as modas e os caprichos da época.
Quando bem orientada, a Igreja recorda ao homem que ele não é medida de todas as coisas. Ensina-lhe limites, deveres, responsabilidades para com Deus, para com a família, para com a comunidade. Em um mundo que frequentemente exalta o prazer imediato e a vontade individual como soberanos, tais ensinamentos podem soar severos, porém são, em verdade, âncoras.
Tens razão ao notar que nem todas as instituições eclesiásticas cumprem tal missão com igual dignidade. Há, de fato, aquelas que se deixam seduzir pelo aplauso fácil, diluindo princípios em nome da popularidade. Isso, contudo, não invalida o valor da tradição em si, mas apenas evidencia a fragilidade humana em sustentá-la.
Quanto às igrejas mais sóbrias e tradicionais, nelas ainda se encontra, com frequência, uma defesa firme da família, do compromisso matrimonial e da disciplina moral. Tais ideias, embora hoje por vezes ridicularizadas, foram, e talvez ainda sejam, pilares de uma vida ordenada.
Entretanto, convém cautela, não se deve depositar toda a moralidade exclusivamente nas paredes de um templo. A verdadeira virtude deve habitar o indivíduo, manifestando-se em suas ações diárias, quer sob os vitrais de uma igreja, quer nas ruas do mundo.
E quanto ao orgulho de professar a fé, dir-te-ia que não seja um orgulho altivo, que separa e condena, mas uma firmeza serena, que vive aquilo que crê sem necessidade de ostentação ou desprezo pelo outro.