As igrejas são a última reserva de alguma moralidade nesta sociedade que relativiza tudo?

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Primeiro as ressalvas, antes que alguém venha com seus mimimis...
1) As igrejas não são perfeitas (são humanos e não anjos lá, é bom lembrar);
2) Há tbm igrejas e pastores/padres que não ensinam nada, preferem quantidade e tornam a igreja um local de shows e terapia psicológica conjunta, travestidas de culto cristão.
3) Há um grupo pior do que esses últimos, os "mordeninhos" que ensinam tudo errado. Incluindo-se os pastores e principalmente pastoras feministinhas que distorcem tudo e corroboram fortemente a relativização de tudo

Por outro lado, feito aí essas ressalvas, eu penso que as igrejas mais tradicionais são um dos poucos lugares em que homens e mulheres são ensinados a importância da estrutura familiar, que união matrimonial é algo sério e que não deve ser desfeita por qq bobagem. Que as mulheres e homens são ensinadas a andar com alguma decência, a não se entregarem ao hedonismo e fornicação, a não serem invejosos, o valor do perdão, o perigo da ira, do maldizer, o valor imaterial do trabalho etc.

Os cristãos que verdadeiramente seguem suas doutrinas deveriam se orgulhar e não se envergonhar de assim o serem. Vocês não estão perdendo muita coisa aqui fora.
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eles perguntam
13 respostas
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elas respondem
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anônima
1M
não necessariamente
Não.
Se a moralidade da pessoa só existe porque ela vai a igreja... Talvez essa pessoa tem é zero moralidade e tem é medo de rejeição entre os pares e ou medo de estar a ser visto por deus e então medo de poder ir para o inferno.
anônima
3M
Não.
anônima
1M
Concordo que essas instituições tentam segurar uma estrutura que tá sumindo, mas o problema é que elas dependem de humanos, e como você mesmo disse: humanos falham. Achar que moralidade só existe ali dentro é ignorar que ética e caráter são individuais.
eles respondem
9
Vou citar só a Católica porque eu acho que é a pior de todas:

1. A Inquisição (Medieval, Espanhola e Romana)
2. As Cruzadas (Séculos XI a XIII)
3. O Sistema de Padroado e a Escravidão
4. Perseguição a Cientistas e Pensadores
5. O Escândalo das Indulgências
6. Conivência com Regimes Totalitários
7. As Escolas Residenciais (Canadá e outros)
8. A Crise dos Abusos Sexuais
9. O "Índice de Livros Proibidos" (Index Librorum Prohibitorum)
10. A Caça às Bruxas
11. Maior concentração de ouro do mundo, maior banco de mundo (as cruzadas deram ótimos resultados financeiros)
Os cabarés são a salvação da moralidade.
Acho bem exagerado. Ética é independente de religião. E quando se diz moralidade se entra muito fácil no campo de julgamento.

E esse discurso de união matrimonial desfeita por bobagem é quase passar pano em abuso, que era muito comum antigamente. Várias mulheres sofriam violência física do marido e eram obrigadas a ficar caladas. Se elas podem se afastar de pessoas assim hoje em dia, grande conquista para elas.
Esquece cara, a sociedade se perdeu.
anônimo
3M
Sim, a Igreja Católica. Protestantes não.

Veja, foi o cristianismo que ergueu a Europa e os EUA ao patamar de maiores civilizações da história da humanidade.

A Europa hoje virou as contas para a fé, se perdeu. Naquele lugar existe alta taxa de suicídio e baixa taxa de natalidade. Combine isso com anseios metacapitalistas de tentar salvar a Europa da estagnação econômica, levando imigrantes muçulmanos e pretos para servir de mão de obra.

Olha que bonito, que ciclo perfeito:

As pessoas deixam de ter filhos, pois agora são ateus materialistas. A previdência começa a colapsar. A pirâmide etária começa afunilar nos mais jovens. A produção europeia começa a estagnar em burocracia social democrata. Não há mais mão de obra. Se trás população inferior de terceiro mundo para suprir essa lacuna. Essa população gera mais ônus - ao depender do "bem estar europeu". Essa população começa a ter muitos filhos e a trocar a sólida herança europeia por uma putrida cultura de terceiro mundo islâmico.
Você ta certo, afinal a filosofia moral cristã moldou o ocidente e fez muito bem. Porém a partir do momento que o cara tem fé num paraíso e pratica essa moral por causa disso ele já é um cão adestrado interesseiro e mal caráter, isso já é hedonismo psicológico e a maioria é assim, só faz o que faz pra fugir da dor da vida se não comiam uns aos outros. Admiro quem tem caráter inspirado nessas filosofias mas sem ser egocêntrico igual a maioria dos seres humanos.
anônimo
3M
Sim.
Sim eu tenho certeza
Meu caro, teu raciocínio, ainda que marcado por certo ardor, toca uma questão de grande gravidade, a necessidade de fundamentos morais em uma sociedade cada vez mais inclinada à fluidez de princípios.

Do ponto de vista de um anglicano de meu século, dir-te-ia que a Igreja não é a última reserva da moralidade, mas, sem dúvida, uma de suas mais antigas e resilientes guardiãs. Não por ser composta de homens perfeitos, pois nunca o foi, mas por sustentar, ao longo do tempo, um corpo de doutrina que transcende as modas e os caprichos da época.

Quando bem orientada, a Igreja recorda ao homem que ele não é medida de todas as coisas. Ensina-lhe limites, deveres, responsabilidades para com Deus, para com a família, para com a comunidade. Em um mundo que frequentemente exalta o prazer imediato e a vontade individual como soberanos, tais ensinamentos podem soar severos, porém são, em verdade, âncoras.

Tens razão ao notar que nem todas as instituições eclesiásticas cumprem tal missão com igual dignidade. Há, de fato, aquelas que se deixam seduzir pelo aplauso fácil, diluindo princípios em nome da popularidade. Isso, contudo, não invalida o valor da tradição em si, mas apenas evidencia a fragilidade humana em sustentá-la.

Quanto às igrejas mais sóbrias e tradicionais, nelas ainda se encontra, com frequência, uma defesa firme da família, do compromisso matrimonial e da disciplina moral. Tais ideias, embora hoje por vezes ridicularizadas, foram, e talvez ainda sejam, pilares de uma vida ordenada.

Entretanto, convém cautela, não se deve depositar toda a moralidade exclusivamente nas paredes de um templo. A verdadeira virtude deve habitar o indivíduo, manifestando-se em suas ações diárias, quer sob os vitrais de uma igreja, quer nas ruas do mundo.

E quanto ao orgulho de professar a fé, dir-te-ia que não seja um orgulho altivo, que separa e condena, mas uma firmeza serena, que vive aquilo que crê sem necessidade de ostentação ou desprezo pelo outro.