Como os religiosos podem explicar alguns transtornos?
anônima
Contexto
Temos : psicopatia , sociopatia , narcisistas e por vezes até borderline entre tantos outros
Todos esses citados fazem mal pra o comportamento humano como um todo mas a pessoa nasceu com isso
Como a religião vê ?
Obviamente é uma pergunta direcionada a religiosos no geral.
Se a pessoa nasce com o mal dentro dela ela será culpada e condenada por esse mesmo mal ?
Temos : psicopatia , sociopatia , narcisistas e por vezes até borderline entre tantos outros
Todos esses citados fazem mal pra o comportamento humano como um todo mas a pessoa nasceu com isso
Como a religião vê ?
Obviamente é uma pergunta direcionada a religiosos no geral.
Se a pessoa nasce com o mal dentro dela ela será culpada e condenada por esse mesmo mal ?
eles respondem
anônimo
7M
Trata-se de questão sobre culpabilidade. Ninguém é culpado por simplesmente ter nascido de uma determinada maneira. É por isso que a questão da culpa no catolicismo está subordinada à teologia moral, que é a análise do comportamento adequado (ou seja, da ação correta) à luz da fé, dos dogmas, das tradições e do magistério religioso.
Primeiro, devemos distinguir o mal como causa do mal como efeito. Há ações que têm o mal como consequência imprevisível ou indesejável, mas não como motivação do agir. Essa distinção é importante porque só somos responsáveis pelo mal intencional e pelo mal decorrente de ignorância vencível, que é quando alguém poderia saber que algo é mau, mas escolheu não fazê-lo.
https://catolicosribeiraopreto.com/pecados-da-ignorancia-fraqueza-e-malicia/
Quanto aos transtornos, há pessoas funcionais que os têm e com tratamento adequado evitam que eles causem problemas a outras pessoas. Eles não são maus em si mesmos; são maus em um sentido moral apenas quando produzem a maldade como efeito (p. ex. quando causam danos a outros).
Porque o mal nem sempre é resultado de uma vontade maliciosa, é necessário avaliar a participação do sujeito na ação para determinar se há, e em que grau há, culpa no dano causado a alguém. Mas isso nem sempre é possível. No caso desses transtornos, é frequentemente difícil distinguir se a responsabilidade é do indivíduo ou da sua condição.
O que podemos dizer com segurança é que cooperar com a maldade é um pecado. Isso significa que não buscar ajuda ou tratamento, sabendo do risco de causar mal a outra pessoa, torna o indivíduo participante da culpa, ainda que o transtorno seja o principal responsável.
Se uma pessoa qualquer que sofra com esses transtornos escolheu cooperar com o mal ou foi vencida pelo transtorno, talvez nunca saibamos. Mas Deus conhece completamente o nosso coração; por ser Deus, Ele sabe sem sombra de dúvida quem possui culpa, ainda que nós muitas vezes não sejamos capazes de identificar isso.
Primeiro, devemos distinguir o mal como causa do mal como efeito. Há ações que têm o mal como consequência imprevisível ou indesejável, mas não como motivação do agir. Essa distinção é importante porque só somos responsáveis pelo mal intencional e pelo mal decorrente de ignorância vencível, que é quando alguém poderia saber que algo é mau, mas escolheu não fazê-lo.
https://catolicosribeiraopreto.com/pecados-da-ignorancia-fraqueza-e-malicia/
Quanto aos transtornos, há pessoas funcionais que os têm e com tratamento adequado evitam que eles causem problemas a outras pessoas. Eles não são maus em si mesmos; são maus em um sentido moral apenas quando produzem a maldade como efeito (p. ex. quando causam danos a outros).
Porque o mal nem sempre é resultado de uma vontade maliciosa, é necessário avaliar a participação do sujeito na ação para determinar se há, e em que grau há, culpa no dano causado a alguém. Mas isso nem sempre é possível. No caso desses transtornos, é frequentemente difícil distinguir se a responsabilidade é do indivíduo ou da sua condição.
O que podemos dizer com segurança é que cooperar com a maldade é um pecado. Isso significa que não buscar ajuda ou tratamento, sabendo do risco de causar mal a outra pessoa, torna o indivíduo participante da culpa, ainda que o transtorno seja o principal responsável.
Se uma pessoa qualquer que sofra com esses transtornos escolheu cooperar com o mal ou foi vencida pelo transtorno, talvez nunca saibamos. Mas Deus conhece completamente o nosso coração; por ser Deus, Ele sabe sem sombra de dúvida quem possui culpa, ainda que nós muitas vezes não sejamos capazes de identificar isso.