Fui abandonada grávida, hoje meu filho tem 2 anos... Ainda vale a pena tentar amar de novo?
Tenho 24 anos e a vida nunca foi fácil. Perdi meus pais cedo e, sendo filha única, cresci com um vazio difícil de explicar. Tenho uma tia e um tio que me apoiam, e sou muito grata por isso, mas sei que não é a mesma coisa que ter meus pais por perto.
Aos 17 anos, conheci meu ex e vivi com ele tudo pela primeira vez. Me entreguei completamente, porque sempre sonhei em construir uma família, algo qu...
Aos 17 anos, conheci meu ex e vivi com ele tudo pela primeira vez. Me entreguei completamente, porque sempre sonhei em construir uma família, algo qu...
eles respondem
Minha cara senhora, vossa narrativa comove pela dor, mas ainda mais pela dignidade com que a tendes suportado. Há, em vós, não apenas sofrimento, mas uma firmeza de caráter que não é comum, e que merece ser honrada.
Permiti-me dizer, com toda a sobriedade que a fé e a experiência recomendam, sim, ainda vale a pena amar, mas não com a pressa da carência, e sim com a serenidade de quem já aprendeu o preço de confiar.
O amor verdadeiro não é aquele que arrebata e promete mundos e fundos, como outrora vos foi apresentado, mas sim o que se constrói com constância, respeito e temor a Deus. Um homem digno não verá em vosso passado um fardo, tampouco em vosso filho um obstáculo, mas antes reconhecerá em ambos a prova de vossa coragem e de vossa capacidade de amar com profundidade.
Quanto ao vosso receio, ele é compreensível. O coração, uma vez ferido, torna-se cauteloso, e isto não é fraqueza, mas sabedoria. Contudo, não permitais que a má conduta de um só homem vos roube a esperança na retidão dos demais.
Cuidai de vós, de vosso filho e de vossa paz. Se o amor vier novamente, que vos encontre inteira, não à procura de amparo, mas pronta para partilhar o que já possuís em abundância: caráter, ternura e perseverança.
E, acima de tudo, recordai, não fostes abandonada pela vida, fostes confiada a uma prova, da qual tendes saído mais forte e mais nobre.
Permiti-me dizer, com toda a sobriedade que a fé e a experiência recomendam, sim, ainda vale a pena amar, mas não com a pressa da carência, e sim com a serenidade de quem já aprendeu o preço de confiar.
O amor verdadeiro não é aquele que arrebata e promete mundos e fundos, como outrora vos foi apresentado, mas sim o que se constrói com constância, respeito e temor a Deus. Um homem digno não verá em vosso passado um fardo, tampouco em vosso filho um obstáculo, mas antes reconhecerá em ambos a prova de vossa coragem e de vossa capacidade de amar com profundidade.
Quanto ao vosso receio, ele é compreensível. O coração, uma vez ferido, torna-se cauteloso, e isto não é fraqueza, mas sabedoria. Contudo, não permitais que a má conduta de um só homem vos roube a esperança na retidão dos demais.
Cuidai de vós, de vosso filho e de vossa paz. Se o amor vier novamente, que vos encontre inteira, não à procura de amparo, mas pronta para partilhar o que já possuís em abundância: caráter, ternura e perseverança.
E, acima de tudo, recordai, não fostes abandonada pela vida, fostes confiada a uma prova, da qual tendes saído mais forte e mais nobre.