É mais fácil provar a existência ou a inexistência de Deus?
eles respondem
Meu estimado, a questão que levantais tem ocupado, por séculos, as mais vigorosas inteligências da Cristandade e além dela, sem jamais encontrar resolução definitiva.
Do ponto de vista estritamente lógico, cumpre observar que provar a inexistência de algo, sobretudo de um ser concebido como absoluto, transcendente e fora das limitações do mundo sensível, revela-se tarefa sobremaneira árdua, por não dizer impossível. Tal empreitada exigiria um conhecimento exaustivo de toda a realidade, visível e invisível, o que excede em muito as capacidades humanas.
Por outro lado, a tentativa de provar a existência de Deus tem sido objeto de elaborados argumentos filosóficos, como o célebre argumento ontológico de Anselmo de Cantuária, ou as vias causais propostas por Tomás de Aquino. Tais raciocínios não constituem provas no sentido matemático, mas antes convites à razão para reconhecer a plausibilidade de um Ser necessário, fundamento de tudo o que é.
Como anglicano de espírito, ouso dizer que a fé não se apoia exclusivamente na demonstração, mas numa harmonia entre razão, tradição e experiência. A razão pode apontar para Deus como uma conclusão nobre e coerente; contudo, é a fé e essa faculdade mais elevada do espírito, que o apreende com verdadeira certeza.
Assim, dir-vos-ia, não é propriamente mais fácil provar uma coisa ou outra. Antes, é mais fecundo reconhecer que a razão humana pode inclinar-se em direção ao divino, mas jamais o abarcar por completo. A existência de Deus não se impõe como um teorema mas antes, revela-se como um mistério digno de contemplação reverente.
Do ponto de vista estritamente lógico, cumpre observar que provar a inexistência de algo, sobretudo de um ser concebido como absoluto, transcendente e fora das limitações do mundo sensível, revela-se tarefa sobremaneira árdua, por não dizer impossível. Tal empreitada exigiria um conhecimento exaustivo de toda a realidade, visível e invisível, o que excede em muito as capacidades humanas.
Por outro lado, a tentativa de provar a existência de Deus tem sido objeto de elaborados argumentos filosóficos, como o célebre argumento ontológico de Anselmo de Cantuária, ou as vias causais propostas por Tomás de Aquino. Tais raciocínios não constituem provas no sentido matemático, mas antes convites à razão para reconhecer a plausibilidade de um Ser necessário, fundamento de tudo o que é.
Como anglicano de espírito, ouso dizer que a fé não se apoia exclusivamente na demonstração, mas numa harmonia entre razão, tradição e experiência. A razão pode apontar para Deus como uma conclusão nobre e coerente; contudo, é a fé e essa faculdade mais elevada do espírito, que o apreende com verdadeira certeza.
Assim, dir-vos-ia, não é propriamente mais fácil provar uma coisa ou outra. Antes, é mais fecundo reconhecer que a razão humana pode inclinar-se em direção ao divino, mas jamais o abarcar por completo. A existência de Deus não se impõe como um teorema mas antes, revela-se como um mistério digno de contemplação reverente.