Vamos dialogar sobre religiosidade? Estou mesmo precisando me encontrar nesse universo.

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Estou muito pensativa quanto a tudo isso nos últimos dias, nasci e por toda minha vida cresci no cristianismo, ainda digo que sou cristã pois sigo acreditando em Cristo, contudo algumas coisas me machucaram, às exclusões na igreja que frequentei e mais que isso a percepção que tenho sobre como o cristianismo veio para o Brasil, uma forma autoritária, discriminatória e que demoniza às outras religiões, a visão de que tudo é pecado.

Às pessoas vivem temendo o pecado, vivem temendo ir para um inferno que é comandado pelo deus do pecado, oque é contraditório visto que sendo ele a favor deveria favorecer e não punir.

Mas aqui a minha vontade não é dizer oque existe ou não, ou que faz sentido ou não, mas expressar a minha vontade de me conectar a fé, e a falta de compatibilidade.

Não me encontro em religiões de outras denomições, camdoblé, Umbanda, espiritismo e etc. Me sinto muito conectada a Cristo mas nenhuma das religiões cristãs consegue me abraça também, porque em todas que conheci encontro falhas graves, às quais já citei a principal delas, a divisão entre às pessoas, a discriminação de outras religiões, ataques e manipulação dos fiéis, além de todo o passado escravagista e racista me enoja e a falta de real mudança, pois o que vejo são imagens marjoritariamente brancas dominando o imaginário cristão, e a visão preconceituosa contra religiões de matriz africana.

Não estou atacando a ninguém, e peço que não se ofendam, esse é apenas um desabafo sincero sobre minha percepção, mas gostaria de dialogar e observar outras percepções dentro e fora das religiões
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elas perguntam
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eles respondem
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Entendo bastante do que você está dizendo, talvez parte do meu problema com o cristianismo institucional seja que eu consigo me conectar mais com o Jesus histórico do que com a religião que foi construída em torno dele ao longo dos séculos.

Quando leio os evangelhos, especialmente tentando enxergar o contexto do século I, vejo um pregador judeu que falava sobre compaixão, justiça, perdão, humildade e cuidado com os marginalizados. Vejo alguém que frequentemente criticava autoridades religiosas, denunciava hipocrisias e colocava pessoas acima de regras.

Por isso, às vezes tenho a impressão de que existe uma diferença entre seguir Jesus e seguir determinadas instituições religiosas. Não estou dizendo que toda igreja seja ruim, mas que a experiência histórica das igrejas nem sempre reflete aquilo que Jesus ensinava.

Também entendo o incômodo com a forma como o cristianismo chegou a vários lugares, inclusive ao Brasil. A evangelização muitas vezes caminhou junto com colonização, apagamento cultural e perseguição de crenças locais e africanas. Reconhecer isso não é atacar a fé cristã; é apenas olhar para a história com honestidade.

Talvez seja possível continuar próximo de Cristo sem aceitar automaticamente tudo o que foi construído depois dele. Os primeiros seguidores não tinham catedrais, denominações, imagens oficiais ou uma estrutura religiosa complexa. O que tinham era uma tentativa de viver aquilo que acreditavam ser a mensagem de Jesus: amar a Deus, amar o próximo, praticar a misericórdia e buscar justiça.

Não tenho todas as respostas, mas acredito que questionar tradições humanas não significa abandonar a fé. Às vezes significa tentar encontrar suas raízes.
Minha senhora, vossas inquietações são compreensíveis e dignas de reflexão. As falhas, preconceitos e injustiças encontradas em muitas instituições religiosas pertencem aos homens, não necessariamente aos ensinamentos de Cristo.

A fé cristã não precisa fundamentar-se no medo constante do pecado ou da condenação, mas pode florescer na graça, na misericórdia e na busca sincera da verdade. Embora a história do cristianismo contenha capítulos nobres e outros lamentáveis, não convém confundir a figura de Cristo com todos aqueles que alegam representá-Lo.

Talvez a questão não seja encontrar uma comunidade perfeita, mas preservar o vínculo com Cristo enquanto se busca um caminho espiritual coerente com a própria consciência. As dúvidas, quando acompanhadas de honestidade e perseverança, podem ser não um sinal de afastamento, mas de amadurecimento da fé.
um adendo, umbanda e espiritismo também são cristãs
Eu realmente me senti bem mais feliz quando deixei totalmente as amarras critãs. Nunca me senti alinhado com elas, nunca consegui ver Cristo como o cara tão incrível quanto vendem e tudo mais. O esoterismo fez muito mais sentido para mim, aí segui nele.

É diferente do seu caso que ainda gosta da ideia de um Jesus Cristo Salvador. E só você realmente vai saber o que é mais correto para si.
anônimo
2M
As religiões de matriz africana quase não tem origem africana, dá uma pesquisada no fundador.
Bom para começar @Kiti,

O inferno como muitos conhecem não é uma ideia Bíblica, a Bíblia não fala que as pessoas más ou que pecam vão ser torturadas para sempre num lago de fogo e enxofre, mais ou menos assim:

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Essa ideia foi muito divulgada pela igreja católica, durante uma época que a humanidade carinhosamente apelidou de: Idade das Trevas!

Tinha esse nome por que a igreja católica era a maior potência em todo o mundo descoberto, o clero dominava, e qualquer coisa que os líderes católicos dissessem, era LEI! Caso contrário, a pessoa poderia perder a vida. Nessa época, as pessoas não podiam ter acesso á Bíblia, pois:

1) A igreja católica não autorizava a tradução da Bíblia do Latim para uma língua onde os pobres teriam acesso.

2) Apenas pessoas ricas poderiam ter uma edição da Bíblia, mas apenas em Latim, caso alguém fosse pego traduzindo as escrituras, era preso e possivelmente morto.

Agora pense comigo, é muito mais fácil dominar uma massa de pessoas pelo medo, pois quem vai fazer a vontade de um grupo de líderes por amor? Uma multidão de pecadores, só segue uma ordem se tiverem leis que as PUNAM caso elas não façam o que eles mandam. O Inferno católico é essa punição!

As pessoas morriam de medo de irem pra esse inferno, então pagavam o dízimo, e confiavam cegamente no que os padres diziam. Mas não, a Bíblia dá outro significado ao inferno em sua tradução original, hoje sabemos.

Agora falando sobre as religiões de matriz africana, você precisa decidir a qual deus vai adorar, se for o Deus Bíblico, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, ele é um Deus que exige adoração exclusiva, e a Bíblia deixa claro que esses deuses adorados por outras religiões, são na verdade demônios, e percebemos isso nos próprios dizeres dos membros dessas religiões.

Eles prestam adoração por ritual para obter vantagens, não por amor simplesmente. Quando essa vantagem cessa, eles mudam de guia. Muitos cristãos também fazem isso com Deus.
elas respondem
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Quem sabe que Jesus é o único Deus verdadeiro não cogita ir pra outra religião, foque na intimidade com Jesus te indico vídeo da Giovana lordero


E da bispa Cléo