Você se sente só? A solidão te abraça às vezes?

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22d
Como lidar com a solidão. Aqueles dias em que quer muito conversar mas não tem alguém pra isso? Ou mesmo a vontade de receber um carinho e não o tê-lo? Como lidar com a falta de "afetuosidade" que é parte de ser "humano"?

Acho que tudo tem suas vantagens, inclusive ser filha única. No entanto também tem suas desvantagem, principalmente tendo familiares que não sabem demonstrar afeto, e nesse ciclo você se torna um adulto cheio de carências e necessidades de afeto não supridos. Bom é meu caso..
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elas perguntam
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eles respondem
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anônimo
24d
Não, tenho minha namorada.
Sim, principalmente em épocas frias onde a preguiça me pega e vc só quer fica abracadinho com alguém... Mais comecei a ouvir mais sobre nossas sombras de Carl jung vc encontra os vídeos no YouTube e entender que isso faz parte de nois e a melhor saída é olharmos para dentro de nois e não busca solução nas pessoas as soluções.. entender esse nosso lado é o que me ajuda a gostar da solidão
Eu saio.
Trabalho sozinho então fico aqui cv quanto to atoa entediado.
Depois do trabalho tenho amigos, muié, criança, cachorro e a @azkin pra cv (coloquei em ordem de importância, meu cachorro vale mais q ela).
Sim, eu não tenho amigos, e vou viver sozinho pelo resto da vida.
Pra mim, ainda não é um problema
Gosto da minha solitude, o que é diferente. Mas não busco mais amizades com o ser humano.
anônimo
25d
Ando só, pois só eu sei
Aonde ir, por onde andei
Na verdade, eu tenho pai, mãe, irmã, família, mas me sinto sozinho. Sabe como é você estar rodeado de pessoas e sentir assim? Pois é
Na verdade é o contrário. Eu me sinto bem em solitude e sou associal. Me sinto mal/desconfortável em ambientes com muita gente
Todos os dias.
Não posso dar dicas, cada um tem que saber como lidar com isso sozinho.
elas respondem
9
Me sinto só a vida inteira, já me acostumei
anônima
1M
Também sempre estive faminta de atenção e afeto. O foda é que, de forma até paradoxal, você facilmente pode acabar envolvida com alguém que é evitativo, porque nosso cérebro tende a gerar atração por pessoas que se assemelham com pessoas que são nossas referências, mesmo que não sejam boas.

Meu pai foi presente, mas nunca foi um pai do tipo "paizão", que conversa, é carinhoso. E mesmo reconhecendo este padrão, todos os homens que me relacionei tinham um distanciamento emocional, frieza.
Sinto falta de ter alguém no campo amoroso. Uma figura que represente esse afeto romântico independente do tipo de relação. Não lido de forma tão madura com isso.
Quanto a outros, não sinto uma extrema falta de companhia amistosas, gosto muito de ficar sozinha e é são os únicos momentos que me sinto eu de verdade… sem precisar performar alguém tão agradável o tempo todo.
25d
Sua pergunta é muito real. No meu caso, a solidão é uma constante tão grande na minha vida que eu simplesmente já me acostumei com ela. Não tenho uma fórmula mágica para lidar com isso. Nos dias em que a carência bate forte, tento ser a minha própria companhia com coisas simples, como assistir a algo que gosto ou apenas tentar descansar.
anônima
1M
Sim, tento preencher esse vazio saindo com vários caras, mas no final das contas acho que me sinto até pior
anônima
22d
Não, amo minha própria companhia
Eu danço com a solidão
Existe um trecho do livro Infinite Jest (Graça Infinita, no Brasil), do escritor David Foster Wallace, que parece responder justamente à sua pergunta ao mostrar por que a solidão é tão difícil de enfrentar.

"É questão de certo interesse perceber que as artes populares dos EUA da virada do milênio tratam a anedonia e o vazio interno como coisas descoladas e cool. De repente são vestígios da glorificação romântica do mundo e sofisticada e aí consumida por pessoas mais jovens que não apenas consomem arte mas a examinam em busca de pistas de como ser chique, cool - e não esqueça que, para os jovens em geral, ser chique e cool é o mesmo que ser admirado, aceito e incluído e portanto assolitário. Esqueça a dita pressão-dos-pares. É mais tipo uma fome-de-pares. Não? Nós entramos numa puberdade espiritual em que nos ligamos ao fato de que o grande horror transcendente é a solidão, fora o enjaulamento em si próprio. Depois que chegamos a essa idade, nós agora daremos ou aceitaremos qualquer coisa, usaremos qualquer máscara para nos encaixar, ser parte-de, não estar Sós, nós os jovens. As artes dos EU são o nosso guia para a inclusão. Um modo-de-usar. Elas nos mostram como construir máscaras de tédio e de ironia cínica ainda jovens, quando o rosto é maleável o suficiente para assumir a forma daquilo que vier a usar. E aí ele se prende ao rosto, o cinismo cansado que nos salva do sentimentalismo brega e do simplismo não sofisticado. Sentimento é igual a simplismo neste continente. Hal, que é vazio mas não é besta, teoriza privadamente que o que passa pela transcendência descolada do sentimentalismo é na verdade algum tipo de medo de ser realmente humano, já que ser realmente humano (ao menos como ele conceitualiza essa ideia) é provavelmente ser inevitavelmente sentimental, simplista, pró-brega e patético de modo geral, é ser de alguma maneira básica e interior para sempre infantil, um tipo de bebê de aparência meio estranha que se arrasta anacliticamente pelo mapa,+
anônima
25d
Que solidão que nada